terça-feira, 21 de junho de 2011

Vi - Menina Má.com

OH!
Tradutores e seus MARAVILHOSOS títulos nacionais...
Que conste que o nome original é "Hard Candy", uma gíria americana pra designar garotas abaixo dos dezoito anos, viu.



A sinopse:
Fotógrafo de 32 anos marca um encontro com uma garota de 14 anos que conheceu através da Internet. Depois que ela "se convida" para ir à casa dele, as coisas saem do controle e um tenso confronto se estabelece entre os dois, com resultados surpreendentes.



O trailer:





Minha singela opinião:

O conceito central desse filme é o mesmo de Megan is Missing. Trata de mocinhas entrando em chats na internet e conversando com estranhos duvidosos, porém, AH, PORÉM, esse filme é muito diferente.
Aliás, me atrevo a dizer que é uma espécie de catarse ao que foi visto em Megan is Missing.


Uma perseguidora de pedófilos usando um casaco vermelho ?JUSTIÇA POÉTICA!


Jeff é um fotógrafo de 32 anos que marca um encontro com uma mocinha chamada Hayley de 14 anos. Eles lancham e conversam num café e depois ela anuncia que quer conhecer a casa e o estúdio dele. Ele aceita, na maior inocência....

A príncípio (e a despeito de toda tensão no ar) ele parece alguém decente. Chega a dizer que terá de esperar 4 anos por ela, mas sentimos incômodo, afinal, o que poderia um cara adulto querer com uma garota que ele conheceu num chat? E também notamos que mesmo sendo tão nova, Hayley tem consciência do poder que exerce sobre ele...
Pois não é essa a justificativa da maioria dos agressores? Que suas vítimas não eram tão inocentes quanto pareciam?
Sim.




É muito fácil culpar uma criança, e essa é só uma das questões brilhantemente discutidas nesse filme que eu achei ótimo.
Hayley, com sua carinha infantil (Ellen Paige, perfeita) e seu casaco vermelho é o símbolo da vingança contra homens como Jeff que convenientemente deixam-se seduzir. Depois de conversarem mais um pouco, Hayley droga Jeff, o prende, e a partir daí começa uma série de jogos psicológicos que ela infringe a ele tentando arrancar confissões de crimes passados.

É importante ressaltar que embora seja inegável a atração que Jeff tem por adolescentes, tampouco temos evidências concretas de que ele seja o criminoso que Hayley diz ser, esse tom de dúvida torna tudo bem mais angustiante, ressaltado pelos diálogos dos dois. Aliás, o filme é muito centrado nos diálogos, e, ao contrário do que possa parecer, é muito interessante. Tentamos pegar cada detalhe das acusações de Hayley e das tentativas de defesa de Jeff, assim como suas expressões faciais.





O que dizer dos atores? Simplesmente perfeitos. Os cenários? Também. Em certa cena é interessante notar a inversão de papéis "caça/caçador" somente pelas cores nas paredes, quem lembrar da conversa por chat do início do filme vai saber do que estou falando.

Enfim. Hard Candy (vou chamá-lo assim, óbvio) é um excelente filme. Recomendo mesmo.




imagens:wehearit/impawards

V i- Megan is missing

Primeiro tenho que dizer que eu tenho uma espécie de mecanismo de defesa que uso quando vejo certos filmes. Pego o que aconteceu com o personagem (ele se ferrou) e penso:

Fulano, sua anta. Você procurou. Burro.

Sim, isso serve para filmes com certa dose de violência, então, sim, Megan is missing é um filme violento. Mais do que violento, é triste e chocante, mas que merece ser assistido.





Eis a sinopse:

A internet é um mundo cheio de perigos e estas duas adolescentes depararam-se com um deles. Baseado em fatos reais

*Curta não é?
O trailer:





Agora, minha singela opinião.

O filme que começa com o famigerado "baseado em fatos reais", querendo ou não, puxou aquela curiosidade mórbida em mim (não se faça, por que você também sente isso...). Michael Goi é o nome do diretor, e sendo roteirista de seriados, ele já ouviu consultores da polícia e investigadores, portanto teve acesso a histórias como a mostrada no filme. Na verdade, ela é uma colagem de sete casos envolvendo o desaparecimento de crianças pelas mãos de predadores sexuais.

(Uou.)

E a frequência desses casos fez com que ele quisesse fazer um filme para alertar aos pais sobre os perigos que seus filhos podem correr na internet. E ele mostra isso de forma beeeem crua e realista.
O filme tem um formato que eu particularmente gosto, o de documentário. Sabe aquela câmera tremida que algum dos personagens carregam? É, a coisa já foi vista em Cloverfield, REC e A Bruxa de Blair. Gosto desses filmes...Gostei desse também, mesmo que sejam evidentes vários furos de lógica no roteiro como os que falarei a seguir.




Bem, como protagonistas nós temos duas garotas cuja a relação de amizade é um clichê bem batido, vejam só:
Amy (13 anos) é uma garota quieta, insegura quanto a aparência, que se acha feia (não sei por que, afinal é uma mistura das "Irmãs Bolena" Scarleth Johansson e Natalie Portman, SÉRIO), comportada, deslocada que tem uma família carinhosa.
Sua melhor amiga é a Megan (14 anos) do título. O que ela é? Dããã, o oposto de Amy: confiante, desinibida (muito, muito desinibida), viciada em drogas, "saliente" com os garotos, e que vem de uma família destruída já que o pai morreu, seu padrasto abusava dela, e a mãe a odeia por que ele foi preso.
É...Tragédia pouca é bobagem.

De qualquer maneira, elas andam juntas, vão a "festinhas", vivem se falando seja por celular ou por webcam (de onde vem boa parte da edição do filme). Bem, Megan entra em um chat e conhece um garoto que ao contrário dos que ela já conhecia (no sentido bíblico da coisa...) é tímido e a trata bem. Não é preciso dizer que ela fica encantada e marca um encontro.
Também, não é preciso dizer que dá merda.
Megan some sem deixar vestígios além de uma gravação de uma câmera de vigilância que mostra um cara puxando ela pela mão. As investigações começam e...Pode-se dizer que começam também os furos.



Essas são Megan e Amy. Elas vão se dar muito mal.


Bem, já que Amy é MUUUUUIIII  amiga de Megan, tão amiga a ponto de os roteiristas simplesmente esquecerem que os pais dela existem, e esses por sua vez esquecerem que a melhor amiga da filha desapareceu depois que marcar um encontro com um fulano de chat, CONTINUAM , deixando a garota andar por aí livremente sozinha e entrar em salas de bate-papo.
Então, Amy também some.


Depois disso, eu comecei a ver o filme pensando naquilo que disse no início. Pensando que tudo aquilo que veio a seguir foi a consequência mais drástica possível a burrice juvenil das meninas....Isso não me impediu de sentir muita,muita pena.
Ok, achei o filme interessante. A relação das duas é bem crível, os atores são bons, diga-se de passagem.
Mas, resumindo, o filme é mais do que eficiente em seus propósitos ,entre eles o de dar o maior cagaço possível na garotada que vive com o nariz enfiado na tela do pc conversando com estranhos.
Um B-E-L-O de um cagaço.
Recomendo pra quem tem estômago. E filhos rebeldes.



imagens:porraman

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Fotografia - Eugenio Recuenco

Faz um tempo que eu vi por aí umas fotos MUITO LEGAIS que reproduziam contos de fadas. Dias desses descobri que elas são de autoria do fotógrafo espanhol Eugenio Recuenco que atualmente trabalha para a Vogue, mas que já fotografou para a Diesel, Mango, Chanel, Carolina Herrera, Vuitton, etc.
Eis aí alguns trabalhos dele. Sem comentários, só olhando mesmo.





















Boa semana!












Mais fotos : http://www.gianfrancomeza.com/indices/18Recuenco.htm







fonte:obviousmag/gianfrancomez

domingo, 12 de junho de 2011

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Os homens que não amavam as mulheres

Parece nome de música brega, mas, na real é o título do primeiro volume da trilogia Millennium, (nos EUA "The girl with the dragon tattoo")um arrasa quarteirão literário lançado em 2005 pelo sueco Stieg Larsson, infelizmente vítima de um ataque cardíaco antes de ver a enorme repercussão de sua obra composta ainda pelos volumes "A menina que brincava com fogo" e "A rainha do castelo de ar".





O romance policial barra pesada trata sobre o sumiço da jovem Harriet Vanger, herdeira de um império industrial. Seu tio, Henrik Vanger pede ao jornalista Mikael Blonckvist (que trabalha na revista Millennium) para escrever um livro sobre os poderes da família Vanger. Ele é ajudado pela hacker magrela e perigosa Lisbeth Salander.

Pois bem.

Não li os livros, maass, li muito SOBRE eles e também sobre a adaptação sueca ( toda a trilogia já foi filmada por lá). Quero muito ler, e o farei assim que possível, além de ver os filmes. O motivo de postar sobre Millennium aqui é por que quero mostrar o trailer da versão americana que sairá nos cinemas em breve....

O que dizer?
Primeiro, sempre vem a baila um certo ar de desprezo por Hollywood por que as adaptações americanizadas de filmes estrangeiros não são novidade (vide ''O Chamado'' e "REC.") e sabemos bem o que eles querem, não?
$$$.
Mas pensando bem...Dependendo do resultado, a coisa pode dar muito certo, e, uma obra que aqui no Brasil não tem muita notoriedade (sério, quantos que leram isso já ouviram falar de Os homens que não amavam as mulheres?Aliás, quantos já ouviram falar de Lisbeth Salander, de longe a mais notória anti-heroína dos últimos tempos) acaba ganhando o destaque que merece.


Rooney Mara como Lisbeth Salander. Mais anti-heroína, impossível


Eu acho.

Enfim, veja o trailer que tem o 007 Daniel Craig como Mikael e a "namorada do criador do facebook" Rooney Mara como Lisbeth Salander. Além de, é claro, prestar atenção na trilha sonora. Uma cover de The Immigrant song do Led Zepellin cantada pela Karen O. (QUE EU NÃO CONSIGO MAIS TIRAR DA MINHA CABEÇA!!!). Quem dirige é David Fincher (A rede social).

Eu acho que vai render boa coisa.







É isso aí.


imagens:omelete

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Feliz Dia do Orgulho Nerd!

Olá!
Pra quem não sabe, hoje é o Dia do Orgulho Nerd!





(OI?)

É, na real uma "data comemorativa" bem recente, foi criada em 2006. O Dia do Orgulho Nerd, ou Dia do Orgulho Geek é uma iniciativa que advoga o direito de toda pessoa ser um nerd ou um geek. Teve origem na Espanha ("dia del orgullo friki", em espanhol).


O dia do orgulho nerd é celebrado em 25 de maio, comemorando a première do primeiro filme da série Star Wars, em 1977. O dia 25 de maio também é o Dia da Toalha, em homenagem ao escritor Douglas Adams, autor da obra O Guia do Mochileiro das galáxias, cujo a dica mais importante era "Tenha sempre uma toalha com você" (ééé,maiores informações procure no Google).




Eu acho legal. Acho mesmo, ainda mais depois de todos aqueles anos de esculhambação (que ainda continuam) das pessoas mais inteligentes.
Putz, vai dizer que NUNCA viu em algum filme, ou seriado, ou sei lá onde aquele estereótipo da pessoa que só por ter um QI mais elevado que o dos seus colegas e também por ter mais cultura ,é aloprado, caracterizado como idiota?

RIDÍCULO.

Bem, o que sempre disse , e continuo dizendo é isso:

Pode rir, por que amanhã é você que vai estar varrendo o escritório do CDF. É mesmo.

E pra frisar essa minha opinião, aí vão alguns nerds famosos que se deram MUITO BEM ($$$) pelo fato de continuarem a serem o que são.




Não preciso dizer o que ele fez, não é?


Steve Jobs, fundador da Apple e também do guarda-roupa do Seu Madruga




George Lucas, criador de Star Wars



Mark Zuckerberg criador do facebook



Matt Groening, criador do quê? rsrs



Stephen King, autor de centenas de best-sellers, como O Iluminado, A Torre Negra, Christine...



Natalie Portman, formada em Harvard, fluente em vários idiomas



Weezer, uma das bandas mais legais, e mais inteligentes


É isso aí, Feliz dia do Orgulho Nerd/ Dia da Toalha pra vocês!



VIDA LONGA E PRÓSPERA!


imagens: wehearit, castelo nerd





quarta-feira, 18 de maio de 2011

Ilustração - James Jean

Olá!


Dia desses me deparei com um post sobre a Graphic Novel “Fables”, e de cara me apaixonei...Não só pelo conceito (trata-se do que aconteceria se os personagens dos contos de fadas acabassem sendo despejados do “Tão, tão distante” e viessem morar no nosso mundo, contado de uma maneira beem realista) mas também pelas ilustrações.

AMO DESENHAR e posso dizer que encontrei mais um referencial para admirar quando vi as capas maravilhosas feitas pelo desenhista James Jean.




Uma mais incrível que a outra...

James Jean é um premiado ilustrador que viove em Los Angeles. Nasceu no Taiwan em 1979, emigrou para New Jersey e estudou na School of Visual Arts in New York City. Após a graduação em 2001, rapidamente tornou-se num dos mais aclamados ilustradores da actualidade, ganhando três Prémios Eisner consecutivos, um Prémio Harvey e a Medadlha de Ouro da Sociedade de Ilustradores de Los Angeles. Entre os seus cliente estão Time Magazine, The New York Times, Rollingstone, Spin, ESPN, Atlantic Records, Target, Playboy, Knopf, entre outros.

Aí vão alguns desenhos dele, e também o link do site.

Enjoy!





















fonte: nerdssomosnozes
tumblr
o século prodigioso