domingo, 24 de abril de 2011
Feliz Páscoa!
Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.
(Isaias 53:5)
sexta-feira, 22 de abril de 2011
(pseudo)Aleatoriedade
Faz tempo que não posto nenhuma aleatoriedade, e sinceramente, to postando porque não tenho nada de interessante pra escrever, mas queria postar então aí vai.
*Pseudo aleatoriedade porque não são só imagens, mas trabalhos de grandes fotógrafos que eu admiro. Qualquer dia faço um post pra cada um. Enjoy.
Imagens: weheartit
photodiary
*Pseudo aleatoriedade porque não são só imagens, mas trabalhos de grandes fotógrafos que eu admiro. Qualquer dia faço um post pra cada um. Enjoy.
Annie Leibovitz
Tom Chambers
Mary Robinson
Imagens: weheartit
photodiary
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Música da semana
Olá...
Segunda-feira terminando, que alegria. é como passar da primeira a fase do video-game. Eu acho.
Como de costume vou postar a minha sugestão de música da semana segunda-feira, desde que tive a brilhante idéia de postar a música da semana no começo da semana (dãã).
Brianstorm, do Arctic Monkeys. Pra quem não sabe sobre o Arctic Monkeys, e quer saber mais...Procure na Wikipedia.
O que posso dizer da música é que gosto muuuuuito do ritmo dela. Da bateria principalmente, me dá a impressão de que o baterista tem sete braços pra conseguir aquela batida. O clipe também é beeem legal.
Aí vai o clipe e depois a letra.
Brianstorm -Artic Monkeys
Brian
Top marks for not trying
So I'd like you to bless us with your effortlessness
We'd wait for and so trained and comforted
And I wonder
Are you putting us under
'Cos we can't take our eyes off his t-shirt
And ties combination
Well see ya later Innovator!
Some want to kiss some want to kick you
There's not a net you couldn't slip through
Or at least that's the impression I get
'Cos you're smooth and you're wet
And she's not aware yet, but she's yours
She'll be sayin' "Use me"
Show me the Jacuzzi
I imagine that it's there on a plate
you're our rendevouz rate
Means you'll never be frightnened
To make em wait for a while
I doubt it's your style
Not to get what you set
Out to acquire
The eyes are on fire
You are the un-forcasted storm
Calm, Collected and Commanding
(Top marks for not trying)
You hit the other story standing
With your ambitions and jokes
I bet there's hundreds of blokes
That have wept 'cos you've stolen their...
Thunder
Are you putting us under
'Cos we can't take our eyes of his t-shirt
and ties combination
Well see ya later
Innovator
--
--
--
Boa semana pra todos os prezados visitantes que passam por aqui. Todos os 5...
Segunda-feira terminando, que alegria. é como passar da primeira a fase do video-game. Eu acho.
Como de costume vou postar a minha sugestão de música da semana segunda-feira, desde que tive a brilhante idéia de postar a música da semana no começo da semana (dãã).
Brianstorm, do Arctic Monkeys. Pra quem não sabe sobre o Arctic Monkeys, e quer saber mais...Procure na Wikipedia.
O que posso dizer da música é que gosto muuuuuito do ritmo dela. Da bateria principalmente, me dá a impressão de que o baterista tem sete braços pra conseguir aquela batida. O clipe também é beeem legal.
Aí vai o clipe e depois a letra.
Brianstorm -Artic Monkeys
Brian
Top marks for not trying
So I'd like you to bless us with your effortlessness
We'd wait for and so trained and comforted
And I wonder
Are you putting us under
'Cos we can't take our eyes off his t-shirt
And ties combination
Well see ya later Innovator!
Some want to kiss some want to kick you
There's not a net you couldn't slip through
Or at least that's the impression I get
'Cos you're smooth and you're wet
And she's not aware yet, but she's yours
She'll be sayin' "Use me"
Show me the Jacuzzi
I imagine that it's there on a plate
you're our rendevouz rate
Means you'll never be frightnened
To make em wait for a while
I doubt it's your style
Not to get what you set
Out to acquire
The eyes are on fire
You are the un-forcasted storm
Calm, Collected and Commanding
(Top marks for not trying)
You hit the other story standing
With your ambitions and jokes
I bet there's hundreds of blokes
That have wept 'cos you've stolen their...
Thunder
Are you putting us under
'Cos we can't take our eyes of his t-shirt
and ties combination
Well see ya later
Innovator
--
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Boa semana pra todos os prezados visitantes que passam por aqui. Todos os 5...
quarta-feira, 13 de abril de 2011
5 filmes que fazem pensar
Olá! E aí...
Gostaria de nomear esse post como "5 filmes que babacas não podem ver", mas estaria sendo grossa, né...Hum.
Então, existem vários tipos de filmes, desde aqueles que você assiste fazendo as unhas sem quase nem ligar, até aqueles que te fazem apagar as luzes pra enchergar melhor, aguçar os ouvidos para ouvir todas as explicações, e ás vezes até assistir mais de uma vez. Pois é, hoje resolvi apresentar aqui 5 filmes complexos. Não é um top 5, são só sugestões de filmes. Recomendo eles pra quem não tem preguiça de exercitar a massa cinzenta:
O grande Truque
Sinopse
Século XIX, Londres. Robert Angier (Hugh Jackman) e Alfred Borden (Christian Bale) se conhecem há muitos anos, desde que eram mágicos iniciantes. Desde então eles vivem competindo entre si, o que faz com que a amizade com o passar dos anos se transforme em uma grande rivalidade. Quando Alfred apresenta uma mágica revolucionária, Robert fica obcecado em descobrir como ele consegue realizá-la.
O psicólogo Chris Kelvin (George Clooney) ainda sofre com a perda de seu grande amor, Rheya (Natasha McElhone) e se sente culpado pelo que aconteceu. Kelvin é convocado para estudar o comportamento dos integrantes da estação espacial Prometheus que orbita o planeta Solaris. Inicialmente ele reluta mas, ao ouvir um comunicado de Gilbarian (Ulrich Tukur), seu grande amigo pessoal. ele aceita a proposta. Ao chegar na estação, Kelvin tem uma triste surpresa, Gilbarian se suicidou e os outros cientistas apresentam sintomas de stress e paranóia, resultado dos exames que realizaram no planeta Solaris.
Donnie Darko
Gostaria de nomear esse post como "5 filmes que babacas não podem ver", mas estaria sendo grossa, né...Hum.
Então, existem vários tipos de filmes, desde aqueles que você assiste fazendo as unhas sem quase nem ligar, até aqueles que te fazem apagar as luzes pra enchergar melhor, aguçar os ouvidos para ouvir todas as explicações, e ás vezes até assistir mais de uma vez. Pois é, hoje resolvi apresentar aqui 5 filmes complexos. Não é um top 5, são só sugestões de filmes. Recomendo eles pra quem não tem preguiça de exercitar a massa cinzenta:
O grande Truque
Sinopse
Século XIX, Londres. Robert Angier (Hugh Jackman) e Alfred Borden (Christian Bale) se conhecem há muitos anos, desde que eram mágicos iniciantes. Desde então eles vivem competindo entre si, o que faz com que a amizade com o passar dos anos se transforme em uma grande rivalidade. Quando Alfred apresenta uma mágica revolucionária, Robert fica obcecado em descobrir como ele consegue realizá-la.
Ah...Esse título nacional, "O grande truque"...Na real é "The Prestige" o nome do filme e também o nome do momento mais importante do número de ilusionismo. Muito interessante esse filme, além de muito bem feito. Com direção do Christopher Nolan , que desde Inception entro para o trio de meus diretores preferidos junto com Tarantino e Zack Snyder, The Prestige tem um roteiro complexo, pero no mucho, no ponto. Bom pra assistir com seus amigos, aqueles que não se importam de tagarelar durante o filme (ai, que saco...), eles até vão entender...
Solaris
O psicólogo Chris Kelvin (George Clooney) ainda sofre com a perda de seu grande amor, Rheya (Natasha McElhone) e se sente culpado pelo que aconteceu. Kelvin é convocado para estudar o comportamento dos integrantes da estação espacial Prometheus que orbita o planeta Solaris. Inicialmente ele reluta mas, ao ouvir um comunicado de Gilbarian (Ulrich Tukur), seu grande amigo pessoal. ele aceita a proposta. Ao chegar na estação, Kelvin tem uma triste surpresa, Gilbarian se suicidou e os outros cientistas apresentam sintomas de stress e paranóia, resultado dos exames que realizaram no planeta Solaris.
Esse filme já passou várias vezes na TV e provavelmente você não assistiu (provavelmente, sem generalizar), eu também demorei até assistir. Esse poster aí é do remake, de 2002 por que o original é soviético, de 1972. É uma ficção científica bem interessante com bastante filosofia. Muito bom.
Sinopse:
Donnie (Jake Gyllenhaal) é um jovem brilhante e excêntrico, que cursa o colegial mas despreza a grande maioria dos seus colegas de escola. Donnie tem visões, em especial de um coelho monstruoso o qual apenas ele consegue ver, que o encorajam a realizar brincadeiras destrutivas e humilhantes com quem o cerca. Até que um dia uma de suas visões o atrai para fora de casa e lhe diz que o mundo acabará dentro de um mês. Donnie inicialmente não acredita na profecia, mas momentos depois um avião cai bem no telhado de sua casa, quase matando-o. É quando ele começa a se perguntar qual o fundo de verdade na previsão do fim do planeta
Meu preferido. Tenho imenso carinho por esse filme, recomendo meeeesssmo. Perfeito para assistir com seus amigos que com certeza vão fechar o bico pra prestar atenção em tudo e ainda puxar uma conversa depois pra discutir todas as interpretações da história. MUUUUUITO BOM.
Perfeito, na verdade.
A Origem
Em um mundo onde é possível entrar na mente humana, Cobb (Leonardo DiCaprio) está entre os melhores na arte de roubar segredos valiosos do inconsciente, durante o estado de sono. Além disto ele é um fugitivo, pois está impedido de retornar aos Estados Unidos devido à morte de Mal (Marion Cotillard). Desesperado para rever seus filhos, Cobb aceita a ousada missão proposta por Saito (Ken Watanabe), um empresário japonês: entrar na mente de Richard Fischer (Cillian Murphy), o herdeiro de um império econômico, e plantar a ideia de desmembrá-lo. Para realizar este feito ele conta com a ajuda do parceiro Arthur (Joseph Gordon-Levitt), a inexperiente arquiteta de sonhos Ariadne (Ellen Page) e Eames (Tom Hardy), que consegue se disfarçar de forma precisa no mundo dos sonhos.
Foi por causa desse filme que resolvi fazer esse artigo. Por que fiquei irritada com o comentário de uma pessoa que achincalhou, desprezou e cuspiu nesse filme. Ok, você tem todo o direito de ter sua opinião, mas me diga ao menos por que você acha Inception ruim. Gostaria de saber, por que na real, a única coisa que me vem a mente é que você tem preguiça de pensar. Desculpa, mas é verdade.
E preguiça por quê?
É complexo? É.
É original? É.
E ao meu ver, essa é a graça maior do filme. Aliás, qualquer pessoa que entrar aqui e ler isso, e achar que Inception é ruim, comente. Me diga o por que. Sinta-se á vontade para justificar sua opinião e depois vá assistir Resident Evil, por que ficarei satisfeita em conhecer seus argumentos.
Cubo
Sinopse
Um policial (Maurice Dean Wint), um ladrão (Wayne Robson), uma matemática (Nicole de Boer), uma psicóloga (Nicky Guadagni), um arquiteto (David Hewlett) e um jovem autista (Andrew Miller) são misteriosamente presos em um labirinto de alta tecnologia. Sem comida nem água, eles precisam encontrar um meio de sair do local. Mas precisam também tomar cuidado para não acionar armadilhas letais, que surgem em estranhos cubos.
Não recomendo esse filme pra quem não tem paciência e está acostumado só com Independence days e Transformers da vida.
É.
Esse filme se passa num único cenário, pois é. O set tinha 14X14 de espaço. Mas nem por isso é enfadonho.
Muito pelo contrário.
É realmente claustrofóbico, agoniante, sufocante e brilhante (ai, forcei a barra). Inteligentíssimo, explora bem os personagens. Você os conhece e se preocupa com eles, tenta encontrar as soluções e sentir o pânico que eles sentem.
Muito bom.
Pois é essa foi minha lista de sugestões de filmes que te fazem tirar a poeira dos neurônios. Aproveitem, esses valem a pena.
Yep!
imagens:adorocinema
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Música da semana
Oi! Como vai...
Mais uma segunda-feira terminando, não demorou taaanto assim, né?
Pois é, hoje é dia da música da semana, dessa vez do Pixies, "Where is my mind". Mais conhecida como música tema do filme Clube da Luta, e, também vale dizer que fizeram um cover bem interessante dela para Sucker Punch, que tem um clima bem diferente da original. Aliás, embala os momentos mais tristes da história (é Sucker Punch é triste, pra quem viu o trailer e acha que só se trata de garotas bonitinhas...) cantada pelo Yoav e pela Baby Doll, Emily Browning.
Pessoalmente prefiro a do Pixies, mas as duas são legais, e, eis elas aí.
Where is my mind
With your feet on the air and your head on the ground,
Try this trick and spin it, (yeah) yeah,
Your head will collapse but there's nothing in it,
And you'll ask yourself: "Where is my mind?"
Way out in the water,
See it swimming?
I was swimming in the Caribbean
,Animals were hiding behind the rocks
,Except the little fish,
But they told me this is where it's gonna talk to me honeybunny:
"Where is my mind?"
Way out in the water,
See it swimming?
With your feet on the air and your head on the ground,
Try this trick and spin it, yeah,
Your head will collapse but there's nothing in it,
And you'll ask yourself:
"Where is my mind?"
Way out in the water,
See it swimming
-
-
É isso aí, boa semana...
Mais uma segunda-feira terminando, não demorou taaanto assim, né?
Pois é, hoje é dia da música da semana, dessa vez do Pixies, "Where is my mind". Mais conhecida como música tema do filme Clube da Luta, e, também vale dizer que fizeram um cover bem interessante dela para Sucker Punch, que tem um clima bem diferente da original. Aliás, embala os momentos mais tristes da história (é Sucker Punch é triste, pra quem viu o trailer e acha que só se trata de garotas bonitinhas...) cantada pelo Yoav e pela Baby Doll, Emily Browning.
Pessoalmente prefiro a do Pixies, mas as duas são legais, e, eis elas aí.
Where is my mind
With your feet on the air and your head on the ground,
Try this trick and spin it, (yeah) yeah,
Your head will collapse but there's nothing in it,
And you'll ask yourself: "Where is my mind?"
Way out in the water,
See it swimming?
I was swimming in the Caribbean
,Animals were hiding behind the rocks
,Except the little fish,
But they told me this is where it's gonna talk to me honeybunny:
"Where is my mind?"
Way out in the water,
See it swimming?
With your feet on the air and your head on the ground,
Try this trick and spin it, yeah,
Your head will collapse but there's nothing in it,
And you'll ask yourself:
"Where is my mind?"
Way out in the water,
See it swimming
-
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É isso aí, boa semana...
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Vi: As virgens suicidas
No último post, disse que qualquer dia ia falar do filme "As Virgens Suicidas". Oh! Decidi falar hoje mesmo...
A sinopse:
Durante a década de 70, o filme enfoca os Lisbon, uma família saudável e próspera que vive num bairro de classe média de Michigan. O sr. Lisbon (James Woods) um professor de matemática e sua esposa uma rigorosa religiosa, mãe de cinco atraentes adolescentes, que chamam a atenção dos rapazes da região. Porém, quando Cecília (Hanna R. Hall), de apenas 13 anos, comete suicídio, as relações familiares se decompõem rumo a um crescente isolamento e superproteção das demais filhas, que não podem mais ter qualquer tipo de interação social com rapazes. Mas a proibição apenas atiça ainda mais as garotas a arranjarem meios de burlar as rígidas regras de sua mãe.
Bem.
É uma sensação legal você ler um livro e depois ver o filme. Eu por exemplo, ganhei o livro em Setembro e vi o filme em Janeiro. E sempre tem uma expectativa em torno da fidelidade, até que ponto o filme respeitou o livro.
Pois é, posso dizer que essa adaptação ficou muito fiel. Óbvio que o livro é mais rico em detalhes e que sempre vai ter uma coisinha que foge, mas no geral é idêntico. Deu pra perceber o cuidado que a Sofia Copolla teve em mostrar a história, com a escolha das atrizes, das locações, dos figurinos.
A narração em primeira pessoa é mantida, e dá muito certo. Podemos acompanhar a história com quase a mesma precisão do livro, os momentos chave são bem retratados.
Percebemos nos cenários, por exemplo. A visão que o narrador tinha das irmãs, aquela coisa meio angelical é mostrada na iluminação crescente, do chão até o teto, passando pela grande escada circular que leva até o segundo andar onde fica o quarto delas, um território meio mítico pra ele e para seus amigos. A quase adoração que ele tem pelas Lisbon, que sentimos quando lemos o livro, é retratada sempre que as câmeras as mostram.
O elenco também é muito legal. Acho que ninguém seria uma Lux melhor que a Kisten Dust. Mesmo não sendo muito fã dela (como a Mary Jane me irritava...) ela passa a malicia e a inocência necessária na personagem. Fiquei até com pena dela, como quando li. Ela é só uma babaquinha de quatorze anos...
As outras irmãs também estão maravilhosas, inclusive a mais nova, a que começou tudo, Cecília. A cena do hospital é incrível. Ela está deitada na cama, depois de ter tentado suicídio pela primeira vez cortando os pulsos. O médico pergunta pra ela:
-O que é que você está fazendo aqui, meu bem? Você sequer tem idade pra saber como a vida fica ruim depois.
Então ela responde, com a mesma cara e atitude que imaginamos quando lemos a cena:
-Evidentemente, doutor, o senhor nunca foi uma garota de 13 anos.
Uau.
A trilha sonora é muito legal, feita pela dupla de música eletrônica Air. Dá o clima perfeito para a história. A fotografia meio gasta, os figurinos, enfim, tudo é muito bom.
Recomendo esse filme, e de preferência veja com mais gente, porque ele gera discussões que são interessantes, mesmo que elas terminem assim como no livro. Sem respostas.
Eis o trailer:
imagens:weheartit
A sinopse:
Durante a década de 70, o filme enfoca os Lisbon, uma família saudável e próspera que vive num bairro de classe média de Michigan. O sr. Lisbon (James Woods) um professor de matemática e sua esposa uma rigorosa religiosa, mãe de cinco atraentes adolescentes, que chamam a atenção dos rapazes da região. Porém, quando Cecília (Hanna R. Hall), de apenas 13 anos, comete suicídio, as relações familiares se decompõem rumo a um crescente isolamento e superproteção das demais filhas, que não podem mais ter qualquer tipo de interação social com rapazes. Mas a proibição apenas atiça ainda mais as garotas a arranjarem meios de burlar as rígidas regras de sua mãe.
Bem.
É uma sensação legal você ler um livro e depois ver o filme. Eu por exemplo, ganhei o livro em Setembro e vi o filme em Janeiro. E sempre tem uma expectativa em torno da fidelidade, até que ponto o filme respeitou o livro.
Pois é, posso dizer que essa adaptação ficou muito fiel. Óbvio que o livro é mais rico em detalhes e que sempre vai ter uma coisinha que foge, mas no geral é idêntico. Deu pra perceber o cuidado que a Sofia Copolla teve em mostrar a história, com a escolha das atrizes, das locações, dos figurinos.
A narração em primeira pessoa é mantida, e dá muito certo. Podemos acompanhar a história com quase a mesma precisão do livro, os momentos chave são bem retratados.
Percebemos nos cenários, por exemplo. A visão que o narrador tinha das irmãs, aquela coisa meio angelical é mostrada na iluminação crescente, do chão até o teto, passando pela grande escada circular que leva até o segundo andar onde fica o quarto delas, um território meio mítico pra ele e para seus amigos. A quase adoração que ele tem pelas Lisbon, que sentimos quando lemos o livro, é retratada sempre que as câmeras as mostram.
O elenco também é muito legal. Acho que ninguém seria uma Lux melhor que a Kisten Dust. Mesmo não sendo muito fã dela (como a Mary Jane me irritava...) ela passa a malicia e a inocência necessária na personagem. Fiquei até com pena dela, como quando li. Ela é só uma babaquinha de quatorze anos...
As outras irmãs também estão maravilhosas, inclusive a mais nova, a que começou tudo, Cecília. A cena do hospital é incrível. Ela está deitada na cama, depois de ter tentado suicídio pela primeira vez cortando os pulsos. O médico pergunta pra ela:
-O que é que você está fazendo aqui, meu bem? Você sequer tem idade pra saber como a vida fica ruim depois.
Então ela responde, com a mesma cara e atitude que imaginamos quando lemos a cena:
-Evidentemente, doutor, o senhor nunca foi uma garota de 13 anos.
Uau.
A trilha sonora é muito legal, feita pela dupla de música eletrônica Air. Dá o clima perfeito para a história. A fotografia meio gasta, os figurinos, enfim, tudo é muito bom.
Recomendo esse filme, e de preferência veja com mais gente, porque ele gera discussões que são interessantes, mesmo que elas terminem assim como no livro. Sem respostas.
Eis o trailer:
imagens:weheartit
Li: As Virgens suicidas
Olá!
Pois é, são poucas as pessoas que ouvem o nome desse livro e não fazem uma careta de "Hein?". Claro, o nome é meio impactante né, puxa, "As virgens suicidas" (The Virgin suicides). Eis a sinopse:
"No período de um ano, cinco irmãs se suicidam. Um grupo de meninos vizinhos, obcecados pelas mortes, chega à meia-idade com um acervo de evidências que vão de diários a roupas das garotas. Mas mesmo depois de vinte anos, esses homens ainda encontram dificuldades para entender aquelas almas femininas."
A primeira vez que eu ouvi falar de "As virgens suicidas" não se tratava do livro, mas do filme dirigido pela Sofia Copolla em 1999, com a Kirsten Dust no elenco, qualquer dia falo dele aqui. Obviamente, o título me chamou a atenção e comecei a pesquisar, então conheci o livro, e desde então tive vontade de comprar e ter pra mim. Não de ler na internet em pdf, afinal, ler no computador é uma droga e nada se compara a ter o livro em mãos. Pois bem, em 2009 encontrei ele (pela editora LePM POCKET) e ganhei de aniversário. Em menos de cinco dias já tinha lido e qual foi a sensação ao concluir?
Tristeza.
Não só pelo livro ter acabado. Eu sinto uma pontinha de tristeza quando termino um livro, pode parecer loucura, dane-se, adoro estar lendo sem saber o que vai vir a seguir quando eu virar a página. Mas dessa vez não era só isso, era um sentimento de vazio que eu nunca tive com livro nem um.
Claro. Trata-se de um suicídio coletivo.
Que óbvio. Era triste pra mim terminar o livro do mesmo modo que o narrador (que nunca fica claro quem é em especial, não sabemos seu nome, apenas que é um dos vizinhos das meninas): querendo respostas...Só querendo.
Mas então, resolvi ler de novo, e me peguei dessa vez apaixonada pela história. É incrível, o modo como Jeffrey Eugenides nos traduz cada sentimento, cada cena e personagem de um jeito irônico e ao mesmo tempo poético.
Usando a palavra "poético" pode parecer que se trata, sei lá de um romancezinho gótico, ainda mais com a temática, mas acredite, passa longe de ser. Não é meloso, nem pedante, nem qualquer outra coisa - que corro risco de ser chingada ao dizer, mas azar- característica a uma escrita feminina. Pode-se ver que foi um homem que escreveu, e ainda que apresente trechos muito líricos, comparações poéticas e tudo o mais , ele consegue manter um quê de sarcástico e de humor negro que eu não consigo explicar, só lendo pra entender. E tem ainda um tom de nostalgia.
Ele sabe descrever os cenários e situações de maneira a nos fazer enxergar, mas não se alonga demais tornando a leitura chata. Pelo contrário, nos faz voltar nas linhas pra poder "ver" a cena novamente. E, é fácil de ler, parece que estamos conversando com um amigo, ouvindo uma história sinistra e ao mesmo tempo curiosa.
Enfim, As Virgens Suicidas, basicamente é isso: um retrato de um acontecimento trágico. Algo que já passou mas que ainda sim nos prende pela curiosidade. Aquela curiosidade mórbida. Queremos saber o que está por trás do suicídio das irmãs Lisbon, se é algo complexo ou apenas uma tremenda burrada de cinco adolescentes idiotinhas. Mas queremos saber.
imagem:jornalgrandeBahia
Pois é, são poucas as pessoas que ouvem o nome desse livro e não fazem uma careta de "Hein?". Claro, o nome é meio impactante né, puxa, "As virgens suicidas" (The Virgin suicides). Eis a sinopse:
"No período de um ano, cinco irmãs se suicidam. Um grupo de meninos vizinhos, obcecados pelas mortes, chega à meia-idade com um acervo de evidências que vão de diários a roupas das garotas. Mas mesmo depois de vinte anos, esses homens ainda encontram dificuldades para entender aquelas almas femininas."
A primeira vez que eu ouvi falar de "As virgens suicidas" não se tratava do livro, mas do filme dirigido pela Sofia Copolla em 1999, com a Kirsten Dust no elenco, qualquer dia falo dele aqui. Obviamente, o título me chamou a atenção e comecei a pesquisar, então conheci o livro, e desde então tive vontade de comprar e ter pra mim. Não de ler na internet em pdf, afinal, ler no computador é uma droga e nada se compara a ter o livro em mãos. Pois bem, em 2009 encontrei ele (pela editora LePM POCKET) e ganhei de aniversário. Em menos de cinco dias já tinha lido e qual foi a sensação ao concluir?
Tristeza.
Não só pelo livro ter acabado. Eu sinto uma pontinha de tristeza quando termino um livro, pode parecer loucura, dane-se, adoro estar lendo sem saber o que vai vir a seguir quando eu virar a página. Mas dessa vez não era só isso, era um sentimento de vazio que eu nunca tive com livro nem um.
Claro. Trata-se de um suicídio coletivo.
Que óbvio. Era triste pra mim terminar o livro do mesmo modo que o narrador (que nunca fica claro quem é em especial, não sabemos seu nome, apenas que é um dos vizinhos das meninas): querendo respostas...Só querendo.
Mas então, resolvi ler de novo, e me peguei dessa vez apaixonada pela história. É incrível, o modo como Jeffrey Eugenides nos traduz cada sentimento, cada cena e personagem de um jeito irônico e ao mesmo tempo poético.
Usando a palavra "poético" pode parecer que se trata, sei lá de um romancezinho gótico, ainda mais com a temática, mas acredite, passa longe de ser. Não é meloso, nem pedante, nem qualquer outra coisa - que corro risco de ser chingada ao dizer, mas azar- característica a uma escrita feminina. Pode-se ver que foi um homem que escreveu, e ainda que apresente trechos muito líricos, comparações poéticas e tudo o mais , ele consegue manter um quê de sarcástico e de humor negro que eu não consigo explicar, só lendo pra entender. E tem ainda um tom de nostalgia.
Ele sabe descrever os cenários e situações de maneira a nos fazer enxergar, mas não se alonga demais tornando a leitura chata. Pelo contrário, nos faz voltar nas linhas pra poder "ver" a cena novamente. E, é fácil de ler, parece que estamos conversando com um amigo, ouvindo uma história sinistra e ao mesmo tempo curiosa.
Enfim, As Virgens Suicidas, basicamente é isso: um retrato de um acontecimento trágico. Algo que já passou mas que ainda sim nos prende pela curiosidade. Aquela curiosidade mórbida. Queremos saber o que está por trás do suicídio das irmãs Lisbon, se é algo complexo ou apenas uma tremenda burrada de cinco adolescentes idiotinhas. Mas queremos saber.
imagem:jornalgrandeBahia
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